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No homem o quadro clínico ou período de estado da doença pode ser dividido em: fase prodrômica, fase neurológica aguda, coma e morte.
No início, os sintomas são inespecíficos como febre, cefaléia, mal-estar, anorexia, náusea e dor de garganta. Também ocorrem alterações de sensibilidade no local da mordedura, com formigamento, queimação, adormecimento, prurido ou dor.
Depois instalam-se os sinais e sintomas de comprometimento neurológico, como ansiedade, inquietude, desorientação, alucinações, comportamento estranho e convulsões desencadeadas por estímulos táteis, auditivos ou visuais.
Há relatos de hidrofobia caracterizada por espasmos e dificuldade de deglutição. Em geral, o paciente tem vontade de beber água, porém, devido à paralisia dos nervos responsáveis pela deglutição, ele acaba babando e fica desidratado e ansioso.
Os espasmos podem ser causados por outros estímulos como a luz (fotofobia) e o fluxo de ar (aerofobia).
A doença cursa para intensa agitação psicomotora e crises convulsivas intercaladas com períodos de torpor, podendo ocorrer paralisia ascendente.
O paciente entra em coma, com ocorrência de insuficiência respiratória e morte cerca de 5 a 8 dias após início dos sintomas.
No homem a raiva furiosa característica dos animais de estimação é rara.
Deve-se fazer diagnóstico diferencial para tétano, poliomielite, encefalites virais e de outra etiologia, "
delirium tremens", acidente vascular cerebral (AVC), quadros psiquiátricos e traumatismo craniano.
Depois de aparecidos os sintomas, o único tratamento são medidas enérgicas de apoio para ajudar o paciente a sentir-se mais confortável por meio do controle dos sintomas respiratórios, circulatórios e do sistema nervoso central. O paciente com raiva não se recupera, acabando por morrer devido à infecção.
Todo caso suspeito de raiva humana deve ser comunicado às secretarias municipais de saúde.