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Cavalos infectados com raiva podem permanecer assintomáticos por até 1 ano, o que dificulta a identificação da fonte de exposição. Não há sinais patognomônicos de raiva em eqüinos, sendo que a apresentação dos sinais clínicos pode variar de claudicação à morte súbita.
Proprietários podem relatar evolução lenta dos sinais, desde leve claudicação até decúbito dorsal, incluindo-se comportamentos anormais. É importante lembrar que todo eqüino com sinais neurológicos deve ser suspeito de raiva até que se prove o contrário.
Intolerância ao treinamento, claudicação, hiperestesia, paresia ou paralisia, decúbito dorsal, anorexia, cólica, mudança de comportamento e morte súbita são registros de sintomas observados no exame físico em casos confirmados de raiva.
Comportamento agressivo, hiperestesia, tremores musculares, convulsões, fotofobia e hidrofobia estão associados à raiva furiosa.
Depressão, anorexia, andar em círculos, ataxia, demência, disfagia e paralisia facial podem estar associados à forma "paralítica" da raiva, em que as lesões predominam no mesencéfalo, alternação na claudicação com hiperestesia, automutilação, ataxia e paralisia ascendente progressiva também foram associadas à forma "paralítica" da doença.
A morte geralmente sobrevém dentro de 2-3 dias a partir do início dos principais sinais.
O diagnóstico diferencial deve ser de todas as doenças que cursem em sinais nervosos como encefalomielite protozoária eqüina, herpes vírus eqüino tipo 1, encefalomielite venezuelana, ocidental e oriental, encefalite B japonesa, meningite bacteriana, traumatismo, entre outros.
O material para diagnóstico de raiva em eqüinos deve ser acondicionado em saco plástico duplo, vedado hermeticamente, identificado de forma clara e legível, não permitindo que a identificação se apague em contato com água ou gelo. Depois de colocada em caixa de isopor, com gelo suficiente para conservação do material, a caixa deve ser rotulada, fechada, a fim de evitar vazamentos que possam contaminar o pessoal responsável pelo transporte.