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Ivanete Kotait
Instituto Pasteur
As maciças campanhas de vacinação canina, em todo país, com a vacina Fuenzalida & Palácios, produzida em cérebro de camundongos recém nascidos, a exemplo do que aconteceu em outros países da América Latina, promoveu um progressivo controle da raiva entre os cães e gatos e, conseqüentemente, uma redução da incidência da raiva humana transmitida por cães.
A evolução tecnológica exige, no entanto, novas estratégias para a fase final de controle da raiva em cães e gatos, tais como a introdução gradativa de vacinas produzidas em cultivos celulares (em áreas de maior risco) e a redução proporcional do uso das vacinas Fuenzalida & Palácios, uma vez que as primeiras se constituem em um instrumento mais eficaz, em função da sua maior imunogenicidade, preservação e capacidade de induzir respostas imune humoral e celular em níveis adequados.
Paralelamente, têm sido encontrados, cada vez mais, casos de raiva em cães e gatos determinados por contatos com morcegos, o que exige a continuidade dos programas de vacinação maciça.