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A raiva é uma doença infecciosa contagiosa aguda, causada por vírus que afeta o sistema nervoso central (SNC), caracterizada por um quadro de encefalite. Todos os mamíferos, inclusive o homem, são susceptíveis ao vírus da raiva. O prognóstico é fatal em praticamente 100% dos casos.
A raiva é observada no mundo todo (exceto no Reino Unido, Irlanda, Islândia, partes da Escandinávia, Austrália, Nova Zelândia, Japão e as ilhas do Pacífico).
Ainda que tenha distribuição mundial, alguns países encontram-se livres da doença em razão de programas bem-sucedidos de controle e/ou de seu estado insular e execução de regulamentos rigorosos de quarentena. Fato interessante é a raridade da doença em Constantinopla, na Turquia. Antigamente acreditava-se que tal fato era porque os cães turcos eram refratários à doença. Na verdade, isso se deve ao modo de vida desses animais e à forma como se distribuem nos bairros. Eles não vagam pelas ruas, fato comum em todo mundo, vivendo agrupados em certas partes da cidade, onde defendem com severidade seu território e expulsam imediatamente todo cão invasor.
A Ásia e a África respondem por grande parte do ônus dessa doença, sendo que a primeira gasta todo ano cerca de 560 milhões de dólares (dados da OMC de 2005) em tratamentos profiláticos de pessoas expostas à raiva.
Por inúmeras razões, grandes avanços no controle da raiva levam muito tempo. Isso fica bem claro, quando, por exemplo, a transmissão da doença de animais selvagens para cães não vacinados atrapalha o controle.