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    Você está em: Home -> Profissionais de saúde -> Estratégias contra a raiva -> Conduta médica em caso de agressão de animal

    Se, no momento da exposição, o animal apresentar sinais suspeitos de raiva, deve-se instituir imediatamente o tratamento profilático do paciente. O primeiro procedimento é lavar a lesão com água e sabão ou somente água, e desinfetar com etanol (700ml/l) ou iodo (tintura ou solução aquosa).

    A critério da autoridade sanitária, o animal agressor pode ser submetido à eutanásia, sendo o encéfalo (inteiro ou fragmento) encaminhado para análise laboratorial (prova de imunofluorescência). Caso o resultado seja negativo para raiva deve-se suspender o esquema profilático do paciente humano.

    Se, no momento da exposição, o animal estiver sadio (vacinado), a conduta depende da observação clínica do animal. Se o animal clinicamente sadio puder ser observado, a conduta depende da situação da raiva na área de origem do animal (região controlada ou não), da gravidade do ferimento (mordedura ou arranhão) e dos hábitos de vida do pet (errante ou domiciliado).

    Caso a observação clínica não seja possível ou o animal fugir antes dos 10 dias de observação, sugere-se a prescrição de tratamento profilático.

    Em caso de morte do animal, seu encéfalo poderá ser encaminhado para exame pela prova de imunofluorescência direta. Caso manifeste sinais neurológicos, sugestivos ou não de raiva, o animal deve ser submetido à eutanásia e o material coletado e enviado para exame como descrito acima. Nessas duas situações, o paciente deve iniciar o tratamento profilático para raiva imediatamente. Se o resultado da prova de diagnóstico der negativo, o tratamento deve ser interrompido.

    Se a morte do animal for causada por uma doença conhecida, que não a raiva, ou o animal clinicamente sadio for morto após a agressão, com impossibilidade de observação pelo prazo de 10 dias (situação comum em nosso meio), o encéfalo deve ser encaminhado para laboratório de raiva e o resultado aguardado, no tempo limite de 48 horas. Se nesse prazo não for conhecido o resultado, o tratamento profilático deve ser instituído para o paciente. O resultado negativo permite a dispensa ou a suspensão do tratamento, caso tenha sido iniciado.

    Nesses casos, a doença só pode ser excluída por meio de prova biológica, sendo necessário até 45 dias para a obtenção do resultado.

    Em caso de acidente com morcego ou eqüídeo, o paciente deve iniciar o tratamento profilático contra a doença o mais rápido possível, pois o resultado negativo da imunofluorescência não é conclusivo para amostras provenientes desses animais.

    A observação de animais é válida apenas para cães e gatos, dos quais se conhece o período de incubação e transmissão da doença.


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