A tecnologia e a tradição Rhodia-Mérieux na produção de vacinas vêm garantindo, já de longa data, a sanidade dos rebanhos bovinos em todo mundo. Hoje, essa mesma tecnologia de ponta está sendo representada pela empresa MERIAL, resultante da fusão da Rhodia-Mérieux com a Merck Sharp & Dohme.
A MERIAL é líder mundial em vacinas veterinárias.
A área de sanidade animal envolve a questão das perdas econômicas em relação à produtividade, aos índices reprodutivos e à mortalidade. Também relaciona-se às barreiras à exportação, que é o maior argumento dos países desenvolvidos contra a aquisição de produtos de origem animal do Brasil. No caso da raiva, como zoonose, a prevenção adquire uma relevância ainda maior.
A luta contra essa virose é incessante em função do próprio mecanismo de sobrevivência do agente nos reservatórios de vírus. Mesmo países desenvolvidos, como os Estados Unidos, ainda apresentam casos humanos de raiva.
Todos os aspectos técnicos da raiva serão abordados com muita clareza neste manual. A prevenção é fundamental na questão da produtividade na pecuária, como também no fato de que não se dispõe de nenhum tipo de tratamento, de quadro clínico dramático e fatal para os animais domésticos e o homem.
A raiva ainda é um problema muito sério no Brasil devido ao baixo índice de vacinação.
A prevenção pode ser feita em bovinos, ovinos e caprinos com a utilização da vacina ALURABIFFA
®, enquanto os eqüinos, suínos, caninos e felinos, além das espécies já citadas, podem ser protegidos com a vacina RABISIN-i
®.
As vacinas MERIAL para prevenção da raiva trazem toda a tradição, tecnologia e inovação da Rhodia-Mérieux. Produtos resultantes do trabalho de quem sempre investiu forte em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, propiciando eficácia e segurança à sanidade de rebanhos em todo mundo.
A raiva é uma encefalomielite viral aguda que ocorre no homem e em várias espécies de mamíferos domésticos e selvagens, causando perturbações de origem nervosa e, quase sempre, a morte dos animais afetados.
A importância da raiva deve-se não só ao risco de ser transmitida ao homem, como também aos grandes prejuízos econômicos que causa na pecuária das regiões atingidas. Estima-se que a raiva seja responsável pela morte de cerca de 50.000 bovinos por ano, só no Brasil.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, morrem cerca de 60.000 pessoas de raiva, por ano, em todo o mundo.
Etiologia
A raiva é provocada por um Lyssavirus da família Rhabdoviridae. O vírus da raiva tem formato de bastonete, semelhante a uma bala de revólver (Fig. 1). É constituído por:
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- Uma nucleocápside central, formada por ácido ribonucléico (RNA) e uma proteína enrolada em espiral.
- Um invólucro de onde emergem espículas constituídas por uma glicoproteína.
Essa glicoproteína é responsável pela indução da imunidade celular e dos anticorpos neutralizantes capazes de proteger os animais vacinados contra uma inoculação do vírus da raiva. Os laboratórios modernos procuram maximizar a quantidade e a qualidade das glicoproteínas por dose vacinal, para otimizar a proteção nos animais vacinados.
Além disso, já existem vacinas de engenharia genética, como a RABORAL V-RG
®, produzida pela MERIAL, em que o gene do vírus da raiva responsável pela produção dessas glicoproteínas foi retirado e inserido num vetor, um vírus atenuado que, ao se multiplicar no hospedeiro, expressa as glicoproteínas, induzindo a formação de anticorpos específicos para a raiva. A RABORAL V-RG
® é uma vacina utilizada por via oral, com muito sucesso, no controle da raiva de animais silvestres, tanto na Europa como nos Estados Unidos.
Além de ser sensível ao calor e à luz, o vírus da raiva é bastante susceptível à ação de desinfetantes comuns, como soluções à base de hipoclorito, formol e compostos quaternários de amônio.